A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento
A sociedade
moderna é marcada por inúmeras contradições. Essa dualidade do pensamento
tem profundas raízes históricas, ou seja, está intimamente relacionada com o
desenvolvimento da humanidade que por longos períodos privilegiou a ciência e a
tecnologia deixando subjacente para a reflexão as questões existenciais do
sujeito, que está envolvido nesse processo de desenvolvimento.
Todavia,
a contradição mais expressiva e que implica profundamente no cotidiano de cada
um de nós está relacionada com o sistema ecômico e o seu desdobramento sobre a
nossa condição social.
Nesse
sentido, para perceber essa articulação uma primeira reflexão que nos cabe
fazer é: Para quem temos ensinado? Para atender a quais interesses? Afinal, a
resposta que for dada a essas questões, nos permitirá refletir sobre “como
ensinar”.
E,
nesse contexto torna-se necessário o reconhecimento de que o perfil do sujeito
do século XXI “que sente prazer em tudo que faz on line e faz várias coisas ao
mesmo tempo” precisa ser levado em conta para que a prática pedagógica
oportunize a transformação da informação em conhecimento, num processo de
metacognição, ou seja, no qual o sujeito aprende a aprender.
Abordar o conhecimento inserido em uma perspectiva de totalidade ou
complexidade exige uma prática docente que privilegie estratégias e
procedimentos integradores e que contemplem além do conhecimento científico,
outros sabres e informações sócio-culturais, o que possibilita a construção de
uma nova visão da realidade.
Realidade
essa que exige a motivação que Paulo Freire nos faz de que “educar é
preparar para mudança, para tanto é preciso sonhar, acreditar e ousar”.
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